Sobre a dor e o tempo

25 set

Não sei em que intensidade e nem por quais motivos, mas eu vejo nesses olhos marejados a sua dor. E dói. Em você, em mim, no seu colega de trabalho, na garota do supermercado. Em todo mundo. Dói bater o dedinho do pé na estante. Dói perder um emprego. Dói ver a pessoa que você ama partir. Até estômago vazio dói.

Em algum momento da sua existência, algo vai te machucar. É inevitável. Tem gente que não fala, mas sente na pele. Há os que falam e nem por isso sentem “menos”. Acontece que ninguém é obrigado a ser feliz o tempo todo. Muito menos ser forte. Ninguém recebe um atestado de “felicidade eterna” quando nasce. Pelo contrário, a gente nasce chorando, leva um tapa na bunda e enquanto cresce é que vai aprendendo sobre a vida.

Se agora tá doendo, deixa doer. Se tá fazendo falta, deixa a saudade apertar. Mudanças só acontecem quando a gente deixa a vida ser excitante, desafiadora, colorida e às vezes gris.

Não se apegue ao tempo e nem coloque nele a esperança da sua dor findar. Sabe por quê? Porque o tempo não cura nada. Os pequenos detalhes de cada novo dia é que te fazem enxergar as coisas de modo diferente.

Correm as estações, a vida acontece e aos poucos o que doía começa a doer menos. Até não incomodar mais.

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7 Respostas to “Sobre a dor e o tempo”

  1. Pedro Ferreira 25 de setembro de 2012 às 5:53 pm #

    Deixaaaaaaa florear… =]

  2. Pamella A. Ringwald 25 de setembro de 2012 às 6:37 pm #

    Ain que fofoooo, amei Lu!

  3. Kelly Veiga 26 de setembro de 2012 às 8:27 pm #

    Dói, machuca e resulta textos lindos.
    Well done, Lua!

  4. Joel 19 de outubro de 2012 às 11:54 am #

    Muito legal o que escreve aqui, e nunca tinha parado para pensar sobre: “Não se apegue ao tempo e nem coloque nele a esperança da sua dor findar. Porque o tempo não cura nada”. Realmente são: “Os pequenos detalhes de cada novo dia é que te fazem enxergar as coisas de modo diferente”. Se não procuramos novas lembranças e novos detalhes para nossas vidas, para que as lembranças que causam a dor sejam deixadas de lado, elas continuam nos afligindo de forma que acabam mudando nossas atitudes, fazem com que a gente ao se acostumar com a dor, sejamos mais arredios com o mundo. Parabéns pelo site. Bjos.

  5. Flávia Kuabara 14 de novembro de 2012 às 11:33 pm #

    deixemos. 🙂

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