O medo que o medo dá

20 jun

 Penso muito pra começar um texto, um novo projeto, um romance.  E deve ser por pensar tanto que eu  vivo perdendo o “time” das coisas. Pensa demais quem tem… MEDO.

 É, eu tenho medo. De dormir sozinha, sofrer por amor, das pessoas (às vezes) e de morrer. A “lista de temores” deve ser gigante e por isso nem me atrevo a continuar. A verdade é que me apavora tudo aquilo que foge do meu controle.

 Um novo emprego, um encontro, um novo corte de cabelo. Por que, não?  É quando questiono “porquês” que percebo: o problema não está no medo que sinto e sim, no que deixo de fazer por causa dele. 

Aí vem a vida, suas surpresas e começo a criar histórias, personagens, diálogos, respostas e finais pra coisas que ainda não aconteceram.  Fantasio as situações e me afasto da realidade. No final, o medo silencia o que deve falar, fecha caminhos pro que deve seguir em frente e me tranca num mundo de “verdades” que, na maioria das vezes, são verdades só neste universo que inventei.

É assim que faço do novo um vilão e como mocinha em perigo, fujo das possibilidades. Tranco a porta da sala, pego uma xícara de café, me ajeito no sofá e fico segura.  Me defendo da vida lá fora e esqueço o mais importante: Quem se defende da vida e das pessoas, acaba vítima de si mesmo. 

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