Tente outra vez

31 dez

wallpaper-839702Dois mil e treze foi bom até onde deu. Nem tudo saiu como planejado. Nem todos as alegrias foram só alegrias e nem as tristezas foram só fracasso. Algumas histórias foram melhores vivendo do que imaginando e, outras, foram bem mais bonitas no papel.

Eu tentei. Talvez mais que nos outros anos. E mesmo me esforçando, nem tudo deu certo. É que pra sair de cima do muro, não se pode ter medo do tombo e nem de voar. É o preço da escolha. E pra viver bem cada dia que nos é confiado, a gente precisa se arriscar, se permitir ir ou ficar e recomeçar… Sempre que for preciso.

Grata por todas as experiências que 2013 me proporcionou e de coração aberto pra este novo ano que chega, escolho continuar, dia após dia, tentando.

Medo de gato preto?

13 set

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Eu tenho medo é de gente.

Gente que não sonha, não se arrisca, não ri de si, não ri pra vida.  Tenho medo de quem fica em cima do muro, não se permite e não “paga pra ver”.  De gente que se conforma e se acomoda ao invés de reagir. Tenho medo de gente que não olha nos olhos ao falar. E dos que olham também, o raso. Aqueles que não enxergam o profundo, o não dito. Tenho medo de quem não cumprimenta o porteiro do prédio e não ajuda um velhinho à atravessar a rua. Tenho medo de gente que não dá risada até doer a barriga. Tenho medo de quem cala as palavras, os sentimentos e as vontades. Gente que se prende e não sofre por amor. Tenho medo é de gente que controla os passos em um dia como hoje, porque uma lorota sugere que a sexta-feira 13 é um “dia de azar”. Tenho medo de quem acredita em lendas mais do que na sua própria história. E tenho medo de quem esquece, que se a vida é mesmo um jogo, a questão não é de azar ou sorte. É de escolha.

É o fim

31 dez

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Não acabou o mundo, mas 2012 já vai se findando. E enquanto uns querem “prendê-lo”, outros querem que ele acabe de vez. Cada um com seus motivos, vivências, tensões e emoções.

Gostando ou não, tem coisas que a gente não consegue evitar, como o fim de umas e o início de outras. Fim. Da linha, da curva, do filme, da história, do ano.

O bom do fim é que ele permite o início, o novo. E a passagem do calendário, a virada da meia noite podem fazer sentido se a gente deixar velhos hábitos e promessas furadas pra trás.

Quero o fim. Porque fim é recomeço. E recomeço é oportunidade.

Feliz 2013.

Sobre a dor e o tempo

25 set

Não sei em que intensidade e nem por quais motivos, mas eu vejo nesses olhos marejados a sua dor. E dói. Em você, em mim, no seu colega de trabalho, na garota do supermercado. Em todo mundo. Dói bater o dedinho do pé na estante. Dói perder um emprego. Dói ver a pessoa que você ama partir. Até estômago vazio dói.

Em algum momento da sua existência, algo vai te machucar. É inevitável. Tem gente que não fala, mas sente na pele. Há os que falam e nem por isso sentem “menos”. Acontece que ninguém é obrigado a ser feliz o tempo todo. Muito menos ser forte. Ninguém recebe um atestado de “felicidade eterna” quando nasce. Pelo contrário, a gente nasce chorando, leva um tapa na bunda e enquanto cresce é que vai aprendendo sobre a vida.

Se agora tá doendo, deixa doer. Se tá fazendo falta, deixa a saudade apertar. Mudanças só acontecem quando a gente deixa a vida ser excitante, desafiadora, colorida e às vezes gris.

Não se apegue ao tempo e nem coloque nele a esperança da sua dor findar. Sabe por quê? Porque o tempo não cura nada. Os pequenos detalhes de cada novo dia é que te fazem enxergar as coisas de modo diferente.

Correm as estações, a vida acontece e aos poucos o que doía começa a doer menos. Até não incomodar mais.

Enquanto dure

20 jul

Não sei ao certo quantos são ou quantos foram e nem acho que quando alguém entra na nossa vida, tem a obrigação de ficar “pra sempre”. Não me importam os números, só as histórias, os momentos. O riso honesto dos encontros, o choro tímido das despedidas, os micos compartilhados, as discussões resolvidas, os livros emprestados, os planos frustrados. Os motivos que nos fazem estar juntos e principalmente, a falta deles.

Não importa o quanto dure. O tempo voa, as pessoas mudam e o que a gente vive é o que fica, amigo. Nem que seja na lembrança.

O medo que o medo dá

20 jun

 Penso muito pra começar um texto, um novo projeto, um romance.  E deve ser por pensar tanto que eu  vivo perdendo o “time” das coisas. Pensa demais quem tem… MEDO.

 É, eu tenho medo. De dormir sozinha, sofrer por amor, das pessoas (às vezes) e de morrer. A “lista de temores” deve ser gigante e por isso nem me atrevo a continuar. A verdade é que me apavora tudo aquilo que foge do meu controle.

 Um novo emprego, um encontro, um novo corte de cabelo. Por que, não?  É quando questiono “porquês” que percebo: o problema não está no medo que sinto e sim, no que deixo de fazer por causa dele. 

Aí vem a vida, suas surpresas e começo a criar histórias, personagens, diálogos, respostas e finais pra coisas que ainda não aconteceram.  Fantasio as situações e me afasto da realidade. No final, o medo silencia o que deve falar, fecha caminhos pro que deve seguir em frente e me tranca num mundo de “verdades” que, na maioria das vezes, são verdades só neste universo que inventei.

É assim que faço do novo um vilão e como mocinha em perigo, fujo das possibilidades. Tranco a porta da sala, pego uma xícara de café, me ajeito no sofá e fico segura.  Me defendo da vida lá fora e esqueço o mais importante: Quem se defende da vida e das pessoas, acaba vítima de si mesmo. 

E se não der certo?

12 abr

A gente vive se apaixonando. Por uma bolsa na vitrine, um sapato, um cachorrinho perdido na rua  e, às vezes, por outra pessoa. A bolsa e o sapato, juntando uma graninha, você compra. O cachorro talvez você consiga negociar com pai e mãe, apertar aqui, abrir um espacinho ali e levar pra casa. Pronto, é seu. Mas quando a paixão é por alguém, o fator humano, obviamente, faz toda diferença na “conquista”.

Eu já me apaixonei. Uma, duas, três, tantas vezes. E como todo encontro envolve duas mentes, dois corpos e dois corações, me frustrei com alguns deles. E eu chorei, me decepcionei. Prometi que aquela seria a última vez, segui adiante. Depois, aconteceu de novo. E acabou. E mais uma vez… aquela “fossa nossa de todos os desamores”. É claro que eu quis que desse certo. Não deu. Não do jeito que eu esperava.

Se apaixonar, fazer planos, sentir frio na barriga, acontece com todo mundo (pelo menos uma vez na vida), e a gente fica assim, meio besta, meio romântica, brinca de poeta. Mas passa.  

E no final das contas, a gente percebe que a verdade disso tudo, é que ninguém morre de amor, ciúme, saudades e muito menos de tanto chorar. A gente morre é quando não faz nada.  

Melhor é encarar o risco, o sim, o não e o que a maré trouxer. Pode vir coisa boa, pode ser que não. Mas, e daí?

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