E se não der certo?

12 abr

A gente vive se apaixonando. Seja por um a bolsa, um sapato, um cachorrinho abandonado na rua (se você é mulher, sabe bem do que tô falando) e, às vezes, por outra pessoa. A bolsa e o sapato, juntando uma graninha, você compra. O cachorro talvez você consiga negociar com pai e mãe, apertar aqui, abrir um espacinho ali e levar pra casa. Pronto, é seu. Mas quando a paixão é por alguém, o fator humano, obviamente, faz toda diferença na “conquista”.

Eu já me apaixonei. Uma, duas, três, tantas vezes. E como todo encontro envolve duas mentes, dois corpos e dois corações, me frustrei com alguns deles. E eu chorei, me decepcionei. Prometi que aquela seria a última vez, segui adiante. Depois, aconteceu de novo. E acabou. E mais uma vez… aquela “fossa nossa de todos os desamores”. É claro que eu quis que desse certo. Não deu. Não do jeito que eu esperava.

Se apaixonar, fazer planos, sentir frio na barriga, acontece com todo mundo (pelo menos uma vez na vida), e a gente fica assim, meio besta, meio romântica, brinca de poeta. Mas passa.  

E no final das contas, a gente percebe que a verdade disso tudo, é que ninguém morre de amor, ciúme, saudades e muito menos de tanto chorar. A gente morre é quando não faz nada.  

Melhor é encarar o risco, o sim, o não e o que a maré trouxer. Pode vir coisa boa, pode ser que não. Mas, e daí?

Efêmera

24 fev

Abro a porta e teu sorriso me surpreende, prende.
Eu te olho e você me olha de volta.
Te contemplo.
Me perco em teu universo e não vejo a hora passar.
No cruzar dos nossos olhares, tudo parece ficar bem.

Revivo nossos instantes e no meu coração se faz festa.
Sinto vontade de te abraçar, mas você não me vem de encontro.
Só o teu cheiro me toma.

O telefone, que agora toca, rompe o silêncio.
Te roubo um beijo e lhe volto a estante:
Estático, retrato.

Pelo fim das promessas de fim de ano

21 dez

Entra e sai ano e você tá aí fazendo as mesmas listas com “promessas para dois mil e não sei quantos”, mas a verdade, colega, é que no ano que vem…

 - Você vai se apaixonar de novo por um idiota, ou talvez, até continue apaixonada pelo mesmo. E ele vai seguir a vida dele, sem saber da sua paixão e muito menos porque você o acha idiota;

 - Vai continuar reclamando que o fulano foi promovido àquela vaga que você merecia e não fez nada pra conquistar;

 - Se olhar no espelho e achar que precisa perder mais 2 kg;

 - Ficar indignado porque as pessoas compartilham tantas coisas que você não gosta no Facebook e ainda assim, mantê-las nos seus feeds;

 - Vai ver um monte de promessas da sua listinha ficando pra trás, se frustrar, dormir irritado e acordar sem fazer nada.

 A grande verdade é que,
Se você, o João, a Maria e eu não sairmos do lugar, tudo continua igual. É clichê, mas a gente esquece.
E não adianta culpar o seu amigo idiota, seu amor não correspondido, a enfermeira ou o governo.

Pegue a sua bendita lista, cole na porta e a use como motivação pra buscar coisas novas ou rasgue logo essa merda e vá dar uma chance pra si mesmo.

 E quer saber? Eu não vou prometer nada. Nem pra mim, nem pra você. O que eu quero MESMO, é um 2012 com menos promessas e mais atitudes. Porque no final das contas, o que importa é o que a gente faz e não o que a gente pensa.

Boas festas pra todo mundo!

A chave, a porta e a janela

5 jul

Era inverno e as crianças brincavam lá fora enquanto a chuva não dava sinais de chegar. Do lado de dentro, ele era mero expectador.

Já passava dos 40 e vivia só, agarrado a uma velha manta e ao passado que ninguém jamais conheceu.

A grama estava alta e as pinturas na parede já começavam a descascar. Às vezes, os vizinhos chamavam no portão, que nunca se abriu. O homem não tinha amigos, nem sorrisos. Só silêncio e solidão.

Correram as estações. As crianças continuaram brincando na calçada e a grama crescendo no jardim, mas ele permaneceu ali, sem nada fazer. Tinha a chave nas mãos, porém se trancou. Envelheceu vendo a vida passar pela janela.

Entre acordes compus estas linhas

10 mar

No início não reconheci o som. Eram só ruídos, descompassos e uma voz lá ao longe. Mas de alguma forma me prendeu, me chamou. E eu segui em frente.

Perdida, me guiando pelos acordes te descobri canção. Descobri teu universo em notas altas e harmoniosas e acabei ficando.

Os ruídos ganharam “forma”. E agora já havia letra e melodia. Havia mãos dedilhando nossos anseios. Entre claves de sol e dó e sem obrigação de ser rock ou bossa nova, nossa história foi se compondo.

Percorremos cada linha da partitura e a canção já vai chegando ao fim.  Mas ainda há outras folhas soltas, outras notas e outros arranjos pra se descobrir. Vem comigo, vamos continuar escrevendo a nossa trilha.

Depois da festa

31 dez


É o último post de 2010, e eu não podia deixar de registrar o que, pra mim, representa a data de hoje.
Eu acredito que ANO NOVO é o que a gente faz de diferente no decorrer dos dias que seguem. São atitudes e escolhas que fazem do nosso ano, NOVO ou NÃO. E aquela promessa de que “no próximo ano tudo vai ser diferente”, na verdade só faz sentido quando a gente muda primeiro.

Os fogos vão cessar, a festa acabar e ao amanhecer as coisas vão estar do jeito que deixamos. O que muda é o calendário. Ou pode ser a gente.

Por isso, pra nós: Feliz novas escolhas.

Papel de Pão

14 dez

Declarações de amor
Escritas em um papel de pão
Era um mix de manteiga e solidão
Que me derretia nos versos teus
Manteiga e papel de pão
Versos e solidão
Versos de manteiga
Em papel solidão

Por @prisgermano, minha BFF.

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