
A gente vive se apaixonando. Seja por um a bolsa, um sapato, um cachorrinho abandonado na rua (se você é mulher, sabe bem do que tô falando) e, às vezes, por outra pessoa. A bolsa e o sapato, juntando uma graninha, você compra. O cachorro talvez você consiga negociar com pai e mãe, apertar aqui, abrir um espacinho ali e levar pra casa. Pronto, é seu. Mas quando a paixão é por alguém, o fator humano, obviamente, faz toda diferença na “conquista”.
Eu já me apaixonei. Uma, duas, três, tantas vezes. E como todo encontro envolve duas mentes, dois corpos e dois corações, me frustrei com alguns deles. E eu chorei, me decepcionei. Prometi que aquela seria a última vez, segui adiante. Depois, aconteceu de novo. E acabou. E mais uma vez… aquela “fossa nossa de todos os desamores”. É claro que eu quis que desse certo. Não deu. Não do jeito que eu esperava.
Se apaixonar, fazer planos, sentir frio na barriga, acontece com todo mundo (pelo menos uma vez na vida), e a gente fica assim, meio besta, meio romântica, brinca de poeta. Mas passa.
E no final das contas, a gente percebe que a verdade disso tudo, é que ninguém morre de amor, ciúme, saudades e muito menos de tanto chorar. A gente morre é quando não faz nada.
Melhor é encarar o risco, o sim, o não e o que a maré trouxer. Pode vir coisa boa, pode ser que não. Mas, e daí?



No início não reconheci o som. Eram só ruídos, descompassos e uma voz lá ao longe. Mas de alguma forma me prendeu, me chamou. E eu segui em frente.
